Açúcar ou Adoçante?

Açúcar ou adoçante: qual é mais saudável?

Açúcar ou adoçante?, Uma dieta saudável não deve abolir açúcares e adoçantes. Esta foi a conclusão a que chegaram especialistas internacionais em setembro de 2007 durante a conferência “Açúcar e adoçantes: seu papel em nossas vidas”, organizada pela Oldways (fundação internacional sem fins lucrativos) em conjunto com a Federação Argentina de Graduados em Nutrição.

Açúcar ou adoçante, A novidade é que o açúcar acabou perdendo seu status de vilão entre os alimentos. “O consumo depende de cada caso. Para uma pessoa saudável, o aconselhável é realizar a redução de açúcares para que sejam consumidos de forma balanceada. Mas, se existe um quadro de doença, a opção pode ser por adoçantes”, comenta a nutricionista da Unifesp, Veridiana De Rosso.

Açúcar ou adoçante
Açúcar ou adoçante

Açúcar ou adoçante, A especialista destaca que para uma vida saudável não há a necessidade de extinguir o açúcar refinado da dieta e ainda sugere mesclar com um adoçante. “Os açúcares são carboidratos que conferem sabor doce, além de serem a fonte de energia mais rápida porque são facilmente metabolizados pelo organismo. Já os adoçantes não engordam, então pode-se escolher um tipo de adoçante com tranqülidade”, explica.

Segundo a nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), cada grama de açúcar possui quatro calorias. “As pessoas têm de ficar atentas em relação à quantidade consumida, pois os açúcares devem corresponder a 10% da ingestão do valor calórico diário total”, explica. Para exemplificar, Mariana toma como base uma dieta de 1.800 calorias por dia. Portanto, esta pessoa deverá ingerir 180 calorias de açúcares, o que corresponde a 45g.

Mas se a preocupação é apenas por uma vida com mais saúde, a alimentação pode contemplar o açúcar refinado. O único cuidado é não exagerar na dose, porque ele é bastante calórico. O segredo é manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios para que as calorias adquiridas correspondam às queimadas na atividade física. Os adoçantes podem ser aliados, já que, por não possuírem calorias, facilitam o controle de peso, evitando a obesidade e a diabete.

Vale ressaltar que existem diversos tipos de edulcorantes calóricos (substâncias que constituem os adoçantes), e o mais conhecido deles é o aspartame. “O poder de dulçor do aspartame é de 150 a 200 vezes maior que o açúcar refinado. Isso significa que a pessoa não engordará por consumi-lo já que a ingestão é muito pequena”, explica a pesquisadora Lidiane Bataglia da Silva, do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos).

Troque o açúcar por alimentos com açúcares naturais

Mas isso não significa que devemos vetá-lo de nossa dieta, já que existem açúcares naturais nos mais diversos tipos de comidas. “Esse é o caso de massas, cereais, tubérculos, frutas, leite, etc.”, enumera a nutricionista Karina Barros, consultora da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad-SP). Eles são importantes por serem carboidratos, “que são transformados em glicose (açúcar) e então distribuídos em energia aos órgãos e sistemas”, acrescenta. A diferença é que alguns deles são complexos (demoram mais para serem digeridos) e outros são simples (são absorvidos como glicose rapidamente, o que aumenta a quantidade desse componente no sangue). É aqui que reside o perigo, pois essa alta taxa pode causar problemas. “O excesso de açúcar gera um processo inflamatório, o que acarreta obesidade, diabetes, hipertensão e síndrome metabólica”, declara Daniela. Esses problemas vão piorando caso o consumo de açúcar não seja reduzido. Além das doenças crônicas, outros males aparecem. “Há um estímulo à produção de insulina, que é antagonista ao hormônio do crescimento (GH). Ele também aumenta a eliminação de cálcio e geralmente serve como combustível das células cancerígenas, o que as ajuda a se reproduzirem”, alerta a especialista. Uma overdose de açúcar pode atrapalhar até o funcionamento do cérebro, como descobriram três pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA). Ao colocarem animais de laboratório em uma dieta com excesso de xarope de milho (rico em frutose), foi notada uma diminuição no ritmo dos neurônios, atrapalhando a memória e o processo de aprendizagem.

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